(25/04/2020) AGLOMERADO GLOBULAR DE OMEGA CENTAURI (NGC 5139)





Omega Centauri, NGC 5139, é o aglomerado globular mais brilhante do céu e o maior e mais luminoso globular que orbita a Via Láctea. É tão massivo que acredita-se ser o núcleo de uma galáxia anã que se fundiu com a Via Láctea há muito tempo.

É conhecido desde a antiguidade. O astrônomo grego Ptolomeu o listou no catálogo de estrelas que ele compilou em meados do século II d.C. Quando Johannes Bayer atribuiu letras gregas às estrelas mais brilhantes, ele confundiu esse aglomerado com uma estrela e a designou como Omega Centauri.
Edmond Halley foi o primeiro a documentar a natureza não-estelar de Omega Centauri, listando-o em 1677 como "um ponto luminoso ou mancha em Centaurus". John Herschel foi o primeiro a identificá-lo corretamente com um aglomerado globular, na década de 1830.

NGC 5139 é visível a olho nu, impressionante em binóculos e simplesmente deslumbrante quando visto através de um telescópio de qualquer tamanho. Com uma magnitude visual de 3,7 e um diâmetro aparente de cerca de 36', parece tão grande quanto a Lua cheia.  Comparado com a maioria dos globulares, possui uma forma distintamente achatada.

Situa-se a uma distância de 15.600 anos-luz, sendo um dos aglomerados globulares mais próximos do sistema solar. Possui um diâmetro estimado em 175 anos-luz. Como em todo aglomerado globular, a densidade estelar aumenta rapidamente em direção ao interior. A distância média das estrelas em seu centro é de apenas 0,1 anos-luz. Contendo vários milhões de estrelas e aproximadamente 5 milhões de massas solares, é cerca de dez vez mais massivo que um globular típico, e quase tão massivo quanto uma pequena galáxia. No grupo local de galáxias, é o segundo mais massivo e luminoso, perdendo apenas para Mayall II (G1) na galáxia de Andrômeda.

Omega Centauri é tão diferente dos demais globulares da Via Láctea que se acredita ter uma origem diferente. Tem cerca de 12 bilhões de anos, mas como sugere um estudo de 1999, suas estrelas se formaram durante um período de 2 bilhões de anos, ao invés de todas de uma vez, indicando que Omega Centauri pudesse ser o núcleo remanescente de uma pequena galáxia que teria sido absorvida pela Via Láctea. Essa suspeita foi confirmada em 2008, quando uma equipe de astrônomos que trabalhavam com o Telescópio Espacial Hubble e o Observatório Gemini informou que Omega Centauri abriga um buraco negro de tamanho intermediário no seu centro. Os movimentos das estrelas no centro de Omega Centauri são muito mais rápidos do que o esperado apenas a partir de sua massa. A partir disso, a massa do buraco negro foi estimada em cerca de 40.000 sóis.

Em 2009, os astrônomos anunciaram que a Estrela de Kapteyn, o 25º sistema estelas mais próximo, a apenas 13 anos-luz de distância do Sol, pode ter se originado em Omega Centauri, devido ao seu movimento e à sua composição. Se Omega Centauri é uma galáxia anã que se fundiu com a Via Láctea, algumas estrelas podem ter sido lançadas em nossa direção durante a fusão, incluindo a de Kapteyn.

A primeira imagem é sem drizzle, a segunda com drizzle 2x e a terceira com drizzle 3x.

Dados da Captura:

Data: 25/04/2020
Telescópio: Refletor Newtoniano GSO 150mm f/5
Câmera: Canon T3i não modificada
Montagem: Bresser Exos 2 com motorização SkyWatcher + guiagem ST4 e QHY5II-L C
Softwares: APT, PHD2, DSS, PixInsight
Resolução: 5046 x 3342 (normal), 5034 x 3333 (drizzle 2x), 5113 x 3387 (drizzle 3x)
Frames: 28 x 60s em ISO 800, 25 darks e 35 bias
Distância Focal: 750 mm
Local: Corbélia, Paraná, Brasil

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