(23/08/2020) NEBULOSA DA ÁGUIA (M 16)
Messier 16 é uma região de formação estelar ativa, na constelação de Serpens Cauda. Essa nuvem gigante de gás interestelar e poeira é comumente conhecida como Nebulosa da Águia, e já possui um jovem aglomerado aberto de estrelas. A nebulosa também é conhecida como IC 4703, e o aglomerado por NGC 6611.
O aglomerado foi descoberto por Philippe Loys de Cheseaux em 1745-1746, que não fez menção à nebulosa. Charles Messier redescobriu independentemente o aglomerado em 1764, e descreveu suas estrelas como “enredadas em um brilho fraco”, sugerindo que ele descobriu a nebulosa também. Os Herschels aparentemente não perceberam a nebulosa, pois seus catálogos (e por conseqüência, o NGC), descrevem apenas o aglomerado. A nebulosa foi provavelmente fotografada pela primeira vez por E. E. Barnard em 1895, ou por Isaac Roberts em 1897. A partir dessa descoberta, a nebulosa foi adicionada ao catálogo IC em 1908, como IC 4703, “com o aglomerado M 16 envolvido”.
A Nebulosa da Águia fica a cerca de 7.000 anos-luz de distância, no braço espiral Sagitário-Carina, o braço interno mais próximo de nós. Enquanto o aglomerado possui cerca de 15 anos-luz de diâmetro, a nebulosa estende-se muito mais longe, para até 70 anos-luz.
O aglomerado estelar de M 16 possui apenas cerca de 5,5 milhões de anos. A radiação ultravioleta vinda de estrelas massivas do aglomerado faz com que a grande nuvem de gás interestelar brilhe por fluorescência.
Imagens feitas em 1995 pelo Telescópio Espacial Hubble melhoraram muito nossa compreensão do processo de formação de estrelas que ocorre dentro da nebulosa. “Os Pilares da Criação”, objeto visível bem ao centro da foto, retrata uma grande região de formação de estrelas cujas pequenas áreas escuras se acredita serem proto-estrelas. No final de cada pilar, a intensa luz ultravioleta de estrelas recém-nascidas vaporiza parte do gás hidrogênio, dando forma a estruturas chamadas de EGGs (Evaporating Gaseous Globules).
Em 2007, cientistas usando o Telescópio Espacial Spitzer, descobriram evidências de que os Pilares foram destruídos por uma explosão de supernova cerca de 6.000 anos atrás. Mas a luz mostrando sua destruição e a nova forma da nebulosa não chegarão a Terra por mais um milênio.
Dados da Captura:
Data: 23/08/2020
Telescópio: Refletor Newtoniano GSO 150mm f/5
Câmera: Canon T3i não modificada
Montagem: Bresser Exos 2 com motorização onstep
Guiagem: câmera QHY5II-L C e guidescope SVBONY 50 mm
Acessórios: Corretor de Coma GSO
Softwares: APT, PHD2, Pixinsight
Resolução: 3095 x 2133
Frames: 34x90s em ISSO 1600, 43 darks, 115 bias e 22 flats
Distância Focal: 825 mm
Local: Observatório Redshift - Corbélia, Paraná, Brasil



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