(06/11/2020) GALÁXIA DE ANDRÔMEDA (M 31)
A grande Galáxia de Andrômeda (Messier 31) é a galáxia espiral mais próxima da Via Láctea. Visível como uma fraca mancha em noites sem lua, é um dos objetos mais distantes visíveis a olho nu (apesar de seu tamanho aparente de 6 vezes o da Lua cheia, apenas a região brilhante central é visível a olho nu). Devido a sua similaridade, essa enorme agregação de estrelas, gás e poeira nos permite estudar as características de nossa própria galáxia, que não podemos observar por estarmos dentro dela.
O primeiro registro conhecido da galáxia de Andrômeda foi feito em 964 a.C. pelo astrônomo persa Abd al-Rahman al-Sufi, mas provavelmente já era conhecida anteriormente pelos astrônomos persas. Ele a descreveu como a "Pequena Nuvem" em seu Livro de Estrelas Fixas. Ela também apareceu em um mapa estelar holandês em 1500. A primeira descrição telescópica de M 31 foi dada por Simon Marius em 1612, e em 1764 Charles Messier a incluiu em seu famoso catálogo.
As primeiras fotos de M 31 foram tiradas em 1887 por Isaac Roberts em seu observatório particular em Sussex, Inglaterra. Suas exposições de longa duração revelaram a estrutura em espiral, mas Roberts erroneamente acreditou se tratar de um sistema solar em formação, com suas galáxias satélites (M 32 e M 104) como planetas nascentes.
Até o início deste século, acreditava-se que as "nebulosas espirais", que hoje sabemos serem outras galáxias, pertenciam à nossa própria galáxia. Em 1917, Heber Curtis observou uma nova dentro de M 31, e depois mais 11 analisando o registro fotográfico. Essas novas eram, em média, 10 magnitudes mais fracas do que as demais da Via Láctea. Como resultado disso, Curtis propôs a hipótese dos "universos-ilha", de que as nebulosas espirais eram na verdade galáxias independentes. O "Grande Debate" entre Harlow Shapley e Heber Curtis ocorreu em 1920, sobre a natureza da Via Láctea, nebulosas espirais e as dimensões do universo. Edwin Hubble resolveu o debate em 1925, quando encontrou a primeira variável Cefeida na galáxia de Andrômeda, provando conclusivamente que M 31 está muito além da Via Láctea e estabeleceu sua natureza como galáxia separada.
Em 1943, Walter Baade identificou duas populações distintas de estrelas em M 31: estrelas jovens e de alta velocidade no disco, e estrelas vermelhas mais velhas no bojo.
A galáxia de Andrômeda também exibe notável interação com sua companheira M 32. Simulações de computador mostram que a galáxia menor passou pelo disco de M 31 há mais de 200 milhões de anos. Esta interação foi responsável por uma quantidade considerável de perturbações na estrutura espiral de M 31, e também retirou mais da metade da massa de M 32.
Medições mostram que a galáxia de Andrômeda está se aproximando da Via Láctea a cerca de 100 km/s. Portanto, espera-se que colida com a nossa galáxia em cerca de 2,5 bilhões de anos. Um resultado provável da colisão é que as galáxias se fundirão para formar uma galáxia elíptica gigante - um evento comum em grandes grupos de galáxias.
Dados da Captura:
Data: 06/11/2020
Telescópio: Refletor Newtoniano GSO 150mm f/5
Câmera: Canon T3i não modificada
Montagem: Bresser Exos 2 com motorização onstep
Guiagem: câmera QHY5II-L C e guidescope SVBONY 50 mm
Acessórios: corretor de coma GSO
Softwares: APT, PHD2, Pixinsight
Resolução: 5069 x 3276
Frames: 87 x 30s em ISO 1600 e ISO 3200, 20 flats, 20 darks e 125 bias
Distância Focal: 825 mm
Local: Observatório Redshift - Corbélia, Paraná, Brasil



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