(04/06/2021) AGLOMERADO GLOBULAR M 4
Messier 4 (NGC 6121) é um aglomerado globular de estrelas na constelação de Escorpião, a apenas 1,3° a leste de Antares, a estrela vermelha e a mais brilhante da constelação de Escorpião.
Foi descoberto por Jean-Philippe de Chéseaux em 1745 ou 1746, que listou-o como a décima nona entrada de seu catálogo. Também foi a entrada I.9 do catálogo de Nicolas Louis de Lacaille. O astrônomo francês Charles Messier decidiu catalogar o objeto em 8 de maio de 1764 e foi o primeiro a perceber que não era uma nebulosa, como se pensava até então, mas sim um aglomerado globular, quando Messier resolveu suas estrelas mais brilhantes, se tornando o primeiro aglomerado globular descoberto da história.
É visível como uma mancha difusa e circular em binóculos, e um telescópio de 0,25 metros de abertura pode resolver suas estrelas mais brilhantes, de magnitude aparente 10,8. Nesses telescópios, também é possível observar a estrutura barrada do núcleo do aglomerado.
O aglomerado está a uma distância de apenas 7 200 anos-luz da Terra, considerado o aglomerado globular mais próximo da Terra até 2007, quando a distância do aglomerado FSR 1767 foi estimada em apenas 4 900 anos-luz da Terra. Chama a atenção uma estrutura em "barra" em seu núcleo, incomum para aglomerados globulares, visível em telescópios amadores. Consiste-se de estrelas de magnitude aparente 11 e tem cerca de 2,5 minutos de arco de comprimento aparente e foi primeiramente observada por William Herschel, descobridor de Urano, em 1783. Pelo menos 43 estrelas variáveis foram observadas no aglomerado. Segundo Harlow Shapley, essa estrutura barrada é devido à forma ligeiramente elipsoidal do aglomerado, embora essa característica não seja observada em fotografias CCD de longa exposição.
Sua magnitude absoluta faria do aglomerado um dos objetos mais brilhantes do céu noturno se não houvesse densas nuvens interestelares que obscurece o objeto. Seu diâmetro aparente é de cerca de 36 minutos de arco, mais do que a Lua Cheia (30 minutos), o que corresponde a um diâmetro real de 75 anos-luz. Seu raio de influência gravitacional é de 70 anos-luz. Tem uma idade estimada em 12,2 bilhões de anos.Está se afastando radialmente da Terra a uma velocidade de 70,4 km/s e contém pelo menos 43 estrelas variáveis.
Fotografias tomadas pelo Telescópio Espacial Hubble em 1995 revelaram anãs brancas no aglomerado que estão entre as mais velhas estrelas conhecidas na Via-Láctea, com cerca de 13 bilhões de anos de idade. Uma dessas anãs brancas faz parte de um sistema binário, com um pulsar como companheiro, PSR B1620-26, com um planeta que orbita a anã branca com massa 2,5 maior do que a massa de Júpiter. Em 1987, um pulsar milissegundo foi descoberto no aglomerado, com um período de rotação de apenas três milissegundos, dez vezes mais rápido do que o Pulsar do Caranguejo.
Dados da Captura:
Data: 04/06/2021
Telescópio: Refletor Newtoniano GSO 150mm f/5
Câmera: Canon T3i modificada
Montagem: Bresser Exos 2 com motorização onstep
Guiagem: câmera QHY5II-L C e guidescope SVBONY 50 mm
Acessórios: corretor de coma GSO
Softwares: APT, PHD2, SiriL, AstroSurface, Starnet++, Pixinsight
Resolução: 3000 x 2000
Frames: 39 x 120s em ISSO 800, 10 flats, 11 darks e 50 biases
Distância Focal (efetiva): 850 mm
Local: Observatório Redshift - Corbélia, Paraná, Brasil



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