(12/11/2021 E 02/12/2021) GALÁXIA DE ANDROMEDA (M 31)
A grande Galáxia de Andrômeda (Messier 31) é a galáxia espiral mais próxima da Via Láctea. Visível como uma fraca mancha em noites sem lua, é um dos objetos mais distantes visíveis a olho nu (apesar de seu tamanho aparente de 6 vezes o da Lua cheia, apenas a região brilhante central é visível a olho nu). Devido a sua similaridade, essa enorme agregação de estrelas, gás e poeira nos permite estudar as características de nossa própria galáxia, que não podemos observar por estarmos dentro dela.
O primeiro registro conhecido da galáxia de Andrômeda foi feito em 964 a.C. pelo astrônomo persa Abd al-Rahman al-Sufi, mas provavelmente já era conhecida anteriormente pelos astrônomos persas. Ele a descreveu como a "Pequena Nuvem" em seu Livro de Estrelas Fixas. Ela também apareceu em um mapa estelar holandês em 1500. A primeira descrição telescópica de M 31 foi dada por Simon Marius em 1612, e em 1764 Charles Messier a incluiu em seu famoso catálogo.
As primeiras fotos de M 31 foram tiradas em 1887 por Isaac Roberts em seu observatório particular em Sussex, Inglaterra. Suas exposições de longa duração revelaram a estrutura em espiral, mas Roberts erroneamente acreditou se tratar de um sistema solar em formação, com suas galáxias satélites (M 32 e M 104) como planetas nascentes.
Até o início deste século, acreditava-se que as "nebulosas espirais", que hoje sabemos serem outras galáxias, pertenciam à nossa própria galáxia. Em 1917, Heber Curtis observou uma nova dentro de M 31, e depois mais 11 analisando o registro fotográfico. Essas novas eram, em média, 10 magnitudes mais fracas do que as demais da Via Láctea. Como resultado disso, Curtis propôs a hipótese dos "universos-ilha", de que as nebulosas espirais eram na verdade galáxias independentes. O "Grande Debate" entre Harlow Shapley e Heber Curtis ocorreu em 1920, sobre a natureza da Via Láctea, nebulosas espirais e as dimensões do universo. Edwin Hubble resolveu o debate em 1925, quando encontrou a primeira variável Cefeida na galáxia de Andrômeda, provando conclusivamente que M 31 está muito além da Via Láctea e estabeleceu sua natureza como galáxia separada.
Em 1943, Walter Baade identificou duas populações distintas de estrelas em M 31: estrelas jovens e de alta velocidade no disco, e estrelas vermelhas mais velhas no bojo.
Como a Via Láctea, a galáxia de Andrômeda possui galáxias satélites. Messier descobriu as duas mais brilhantes (visíveis na foto), M 32 e M 104. Existem aproximadamente 460 aglomerados globulares associados a M 31, sendo o mais massivo deles, Mayall II, duas vezes mais brilhante do que Omega Centauri (o maior globular da Via Láctea).
Estimativas atuais apontam que M 31 encontra-se a 2,54 milhões de anos-luz, e entende por até 220.000 anos-luz, cerca de duas vezes o diâmetro da Via Láctea. Embora seja a maior galáxia do Grupo Local, Andrômeda pode não ser a mais massiva, pois descobertas recentes sugerem que a Via Láctea contém mais matéria escura, sendo mais densa do que M 31.
A galáxia de Andrômeda também exibe notável interação com sua companheira M 32. Simulações de computador mostram que a galáxia menor passou pelo disco de M 31 há mais de 200 milhões de anos. Esta interação foi responsável por uma quantidade considerável de perturbações na estrutura espiral de M 31, e também retirou mais da metade da massa de M 32.
Medições mostram que a galáxia de Andrômeda está se aproximando da Via Láctea a cerca de 100 km/s. Portanto, espera-se que colida com a nossa galáxia em cerca de 2,5 bilhões de anos. Um resultado provável da colisão é que as galáxias se fundirão para formar uma galáxia elíptica gigante - um evento comum em grandes grupos de galáxias.
Dados da Captura:
Data: 12/11/2021 e 02/12/2021
Telescópio: Refletor Newtoniano GSO 150mm f/5
Câmera: Canon T3i modificada
Montagem: Bresser Exos 2 com motorização onstep
Guiagem: câmera QHY5II-L C e guidescope SVBONY 50 mm
Acessórios: corretor de coma GSO
Softwares: APT, PHD2, DSS, Starnet++, Pixinsight
Resolução: 4357 x 3124
Frames: 8x180s + 21x300s em ISO 800, 68 darks, 10 flats e 50 biases
Distância Focal (efetiva): 850 mm
Local: Observatório Redshift - Corbélia, Paraná, Brasil


Comentários
Postar um comentário